PRESENTE DE NATAL PARA CORREDORES: PORTA-MEDALHAS

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A partir de hoje, vamos aproveitar a magia do mês de dezembro e dar boas dicas de presentes de Natal para corredores. Vai sem medo. Se seguir as dicas daqui, o corredor ou a corredora de sua vida vão se amarrar. E se o atleta, a atleta, for você mesmo, compartilhe o post com quem pode lhe presentear. Read More

RENATA DO CARMO: ALGUÉM ME DISSE?

ALGUÉM ME DISSE?

Renata do Carmo (*)

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Por mais que você tenha se informado ou receba orientações de profissionais, alguns percalços nunca são contados pra você até que aconteçam. Até porque cada experiência é única. Como aquelas mães de primeira viagem que descobrem que amamentar, por exemplo, não começa tão naturalmente como naquele comercial de sabonete. Read More

ACESSÓRIOS PARA UMA BOA CORRIDA: QUANDO OPTAR POR UM TÊNIS MINIMALISTA?

adidas minimalista

Uma tendência do mercado esportivo vem fazendo a cabeça de alguns corredores. Calçados que simulam a sensação de estar correndo com os pés descalços, e que, ao mesmo tempo, protegem os atletas de eventuais riscos por correr sem um pisante. São os chamados tênis minimalistas. Eles têm o solado baixo, proporcionam mais contato com o piso e absorvem menos impacto durante a corrida.

Segundo a fisioterapeuta Fernanda Oaigen, da assessoria esportiva Just Run (Florianópolis), a diferença básica entre correr com um tênis comum de corrida e um minimalista está na forma como o corredor exercerá o movimento durante a corrida. “Os minimalistas tendem a imitar a pisada natural, com os pés descalços. Com eles, há uma tendência do corredor utilizar mais o antepé [ponta dos pés] durante a corrida”, diz.

“Assim, há uma menor ação na parte traseira do pé, sendo desnecessário um bom amortecimento nesta região, devido ao pouco contato do calcanhar com o solo durante a execução do movimento”, completa.

A fisioterapeuta explica que quando tocamos o chão com a parte frontal dos pés, naturalmente flexionamos os joelhos e amortecemos o impacto da corrida. Ao contrário do que acontece quando a pisada é com o calcanhar, já que as articulações da perna ficam mais estendidas e acabam sofrendo menos.

Apesar da mecânica da corrida minimalista exigir menos dos joelhos, ela pode acabar forçando a musculatura. “Uma mudança significativa é na maior solicitação dos músculos da perna, principalmente o Gastrocnêmio e o Sóleo, a famosa panturrilha. Com a corrida na ponta dos pés, essa região acaba sendo utilizada como amortecedor e propulsor do movimento”, explica o treinador Leonardo Marmitt, também da Just Run.

Por isso, ambos os especialistas não recomendam que corredores acima do peso ou que pretender percorrer grandes distâncias utilizem esse tipo de calçado. “Eu relaciono os tênis minimalistas a treinos de velocidade e de curta distância. Indicaria a corredores de baixo peso e sem problemas articulares prévios”, diz a fisioterapeuta.

O treinador Marmitt ressalta que os corredores que quiserem apostar em tênis minimalistas devem ter uma boa força muscular nos membros inferiores. Além de partir para treinos mais velozes. “Treinamentos mais rápidos e curtos são um bom caminho para uma possível transição do calçado com mais sola para os minimalistas. Dessa forma, o corredor poderá adaptar-se aos poucos a essa nova mecânica de corrida”, afirma.

De acordo com o diretor técnico da Butenas Assessoria Esportiva – de São Paulo (SP) –, Marcello Butenas, é importante fazer a transição de forma gradativa. “Quando o treino estiver acabando, coloque o tênis minimalista e corra por cerca de 10 minutos”, explica. “Se o corpo responder bem, aumente para 15, 20 minutos no próximo treino, sempre aos poucos, para que não ocorra nenhuma lesão.” Segundo Butenas, os calçados baixos não são indicados para corridas mais longas do que 45 minutos.

“Fundamental mesmo é o acompanhamento de um profissional capacitado para realizar essas observações, indicar o calçado ideal para seu tipo de pisada e mecânica de corrida. Isso facilitará o processo de evolução no esporte”, encerra Marmitt.

Matéria da revista O2 por Minuto.

CORRER À NOITE: A ALTERNATIVA PARA FUGIR DO CALOR EXIGE ALGUNS CUIDADOS

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Correr no período da noite é uma tendência comum para quem tem pouco tempo ou quer fugir do calor, sobretudo no verão. Provas noturnas, que unem um clima de balada com corrida – como a Night Run – também já fazem parte do calendário de muitos atletas profissionais e amadores. Veja algumas dicas antes de calçar os tênis e partir para as ruas ao escurecer.

Cansaço do dia a dia

“Um dos inconvenientes de se treinar à noite pode ser o do estresse do dia, acumulados durante o trabalho, já que o corpo passou por pelo menos 12 horas acordado e pode estar sobrecarregado pelo esforço físico e emocional dos afazeres diários”, afirma o Miguel Sarkis, diretor técnico da assessoria de corrida que leva o seu nome.

Tarefas rotineiras tendem a consumir as energias do corredor, que pode não ter condição física o suficiente para treinar no fim de sua jornada diária. Para resolver este problema, o treinador recomenda: “observe se sua percepção para as condições físicas demonstra evidências de bem estar. Isso poderá favorecer um melhor aproveitamento da carga de treino que deseja para este período.”

Visibilidade

É fundamental que o corredor chame a atenção de quem passa pela rua, para evitar acidentes, já que é mais difícil de ser enxergado à noite. “Existem roupas feitas com tecido refletivo, desenvolvidas realmente com este intuito de chamar a atenção em locais mais escuros”, diz Daiana Priscila Voigt Gamboa, treinadora da assessoria esportiva BK Sports. “Correr contra o fluxo também é mais indicado, porque, se o motorista não ver o corredor, pelo menos ele vê o carro.”

“É bom que o atleta escolha locais que já conheça, para evitar os buracos e outros obstáculos comuns nas vias, causadores de muitas lesões”, completa.

Alimentação

Muitas vezes, quem treina no período noturno tem o almoço como a sua última refeição completa antes de correr. Isso pode interferir no rendimento e até mesmo colocar a saúde em risco. O ideal é fazer um lanche balanceado antes do treinamento ou prova. “Um erro que o corredor nunca deve cometer é correr em jejum. As frutas são boa opção, e alimentos que contenham carboidrato também são importantes, já que dão a energia necessária para a prática do esporte”, aconselha Ronaldo Martinelli, diretor técnico da 5 Ways Sports Consulting.

“Saco vazio não para em pé. Sempre aconselhamos quem pratica o esporte a comer a cada três horas, para manter o organismo em funcionamento. Porém, esse lanche não pode ser algo muito pesado antes dos treinamentos, para que o atleta não venha a passar mal”, completa Daiana.

Originalmente publicada na revista 02 por Minuto. 

MÚSICA NA CORRIDA: AJUDA OU ATRAPALHA?

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Primeiro, veja o que pensa o treinador CARLOS GOMES VENTURA:

“Correr ou caminhar com headfones é uma maneira agradável de se fazer uma atividade aeróbia. Sintomas de cansaço, ansiedade para terminar a atividade, pensamentos sobre problemas do dia a dia, são amenizados com a companhia de música, notícias, informações. O individuo consegue ter um bom rendimento e as características de fadiga, cansaço, preocupações, acabam não atrapalhando o desenvolvimento.

O principal problema é que com os headfones a pessoa às vezes fica distraída e pode, ao atravessar uma rua, não ouvir uma buzina, ou correndo em uma estrada não ouvir o que acontece no trânsito. Por isso, com headfone ou não, sempre sugiro que os atletas corram ou caminhem no fluxo contrário ao do trânsito (na contramão).

Eu mesmo durante meus trotes ou caminhadas, consigo atingir os tempos que programei ouvindo noticiário do dia e completando os percursos com muita tranqüilidade.O individuo consegue uma melhor performance quando seus pensamentos saem do que está fazendo e se situa em coisas agradáveis, como música essencialmente.

Somente a atletas de alto nível não recomendo o uso de headfones, pois os objetivos são diferentes.”

O treinador NILSON DUARTE MONTEIRO, contudo, pensa diferente:

Eu particularmente não consigo correr com headfones. Primeiro que ficam caindo, segundo que tira minha atenção e terceiro: eu gosto de correr olhando para a paisagem.

Eu penso que não é uma boa correr com esse troço no ouvido, pois tem o problema do cara acostumar a usar essa porcaria e no futuro ter problemas de audição. Outro problema é para quem corre no asfalto por falta de opção de lugares melhores para se correr, pois desvia a atenção do corredor, o cara não escuta os perigos que possam vir por trás, como carros, bicicleta, ou na hora de atravessar uma rua não ter atenção e nem escutar o que vem do outro lado, ou seja, pare, olhe e escute.

Essas geringonças tiram a concentração. O cara sai para treinar, estou falando não só de corredores profissionais, mas, também dos amadores que querem melhorar suas marcas, então, com essas coisas nos ouvidos ele se distrai com uma música e não presta atenção no ritmo que deveria empregar no treino.

Não sei se vocês já notaram, velocistas usam essas coisas, mas, só no aquecimento, na hora do treino ou da competição o bagulho está na bolsa. Vocês já viram algum corredor de fundo de elite correr com esses troços nos ouvidos? Não, porque eles tem que estar concentrado na prova.

O grande Haile Gbressalassie quando quebrou o recorde dos 10.000m, num deles, ele pediu para os organizadores do meeting que tocassem uma música que ele gostava muito nos auto-falantes do estádio, pois aquela música o motivava, mas, era nos auto-falantes do estádio, ele não estava com os headfones, e nem poderia, pois o ritmo que ele imprime nas competições não deixaria o fones de ouvidos parar no lugar e nem os organizadores permitiriam que ele corresse com eles.

Resumindo: quer escutar uma boa música para relaxar, deite-se na sala ou no chão do quarto, feche os olhos e deixe o som rolar. Trabalhando, se exercitando, sei lá, fazendo qualquer coisa, não é bom ficar com essas porcarias nos ouvidos. Além de tirar a atenção, prejudica a audição.”

O professor LUÍS TAVARES tem uma opinião mais moderada:

“Ajuda em termos de ser um motivador enquanto corre, disfarçando o cansaço e fazendo com que o tempo passe mais rapidamente.

Porém, deve-se evitar escutar em um volume muito alto, ao ponto de não escutar os ruídos externos, como buzina. Uma forma de perceber se o som está em um nível satisfatório de segurança, é de você poder correr com seu companheiro e conversar normalmente, mesmo com o som ligado. Se estiver escutando seu amigo falar normalmente, o som está em um volume bom.

Eu particularmente aconselho meus alunos a usarem músicas apenas em treinos mais longos, e depende muito do tempo de corrida.

Já os trabalhos mais específicos como trabalhos intervalados ou fartlek, onde exige mais atenção, não aconselho música para não atrapalhar sua concentração.”

ACESSÓRIOS PARA UMA BOA CORRIDA: CINTO PORTA NÚMERO

cinto de número

Provavelmente você já deve ter visto ou participou de uma corrida de rua, certo?

E você também sabe que cada corredor tem um número no peito.

Agora, veja os problemas que este número pode causar:

  1. Geralmente os números são presos através de alfinetes ou joaninhas (alguns são adesivos), o que acaba por não ser muito confortável, pois os estes objetos, por serem feitos de metal, podem  irritar e machucar a pele;
  2. Com o suor o número molha, fica encharcado e gruda na camiseta, o que acaba por dificultar a transpiração e deixar o corredor desconfortável;
  3. Se o número não for bem colocado, ele pode ser arrancado pelo movimento dos braços do atleta, cair e fazer o corredor ser desclassificado da prova.

Com um cinto para corrida, que prende o número de uma forma mais inteligente, estes problemas serão mais facilmente evitados e o corredor poderá ter um desempenho melhor na sua prova.

Outro benefício deste cinto porta número, é que alguns modelos possuem também um suporte para saches de carboidrato (alimentos consumidos por corredores durante as provas e corridas mais longas).

 

ACESSÓRIOS PARA UMA BOA CORRIDA: MOCHILA DE HIDRATAÇÃO

mochila de hidratação

A mochila de hidratação foi criada por Roger Fawcett, nos anos 80. Fawcett morava em uma região muito quente, no oeste do estado do Texas (Estados Unidos), e andava de bicicleta quando criança. Carregava um cantil com pouca água que, inevitavelmente, ficava quente. A partir disso, teve a ideia de desenvolver uma mochila com um tecido especial, impermeável e térmico. Após alguns testes, conseguiu criar um produto que inicialmente foi adotado pelos ciclistas e depois migrou para outras modalidades, como corrida de rua, de aventura, trekking e também trilhas de moto. As mochilas de hidratação podem ser encontrados em lojas de produtos esportivos, com preços que variam de R$ 44,90 a R$ 486,90.

COMO USAR

Geralmente, as mochilas são utilizadas em provas longas para a pessoa não desidratar. Não há necessidade de usá-la em corridas curtas. Ela é usada nas costas como uma mochila normal. A diferença é que, nela, é acoplado um compartimento de água que pode armazenar de um a 12 litros (a capacidade varia conforme o modelo), e tem uma pequena mangueira com uma “torneira” por onde o líquido é consumido.

Quando for comprar uma mochila de hidratação, deve-se levar em conta alguns fatores: o esporte a ser praticado, a quantidade de carga a ser levada na mochila, o modelo que melhor se adequa à coluna e o tamanho do reservatório de água necessário. Algumas podem machucar e causar dor nas costas.

Com reportagem do site EU ATLETA.

 

ACESSÓRIOS PARA UMA BOA CORRIDA: AVALIAÇÃO DO ADIDAS ULTRA BOOST

José Guimarães é um corredor português, dono do blog “De Sedentário a Maratonista”. Veja a avaliação que ele fez do adidas Ultra Boost. Interessantes observações!

Quando a adidas lançou os Energy Boost, o seu primeiro modelo “equipado” com a tecnologia Boost, confesso que não fiquei muito convencido acerca daquelas “cápsulas de energia” na sola e se seriam mesmo úteis num sapato de corrida, ou se tudo não passava de um genial golpe de marketing.

Para quem não sabe, o conceito por detrás da tecnologia Boost é relativamente simples e está pensado para transmitir um maior retorno de energia do que as solas tradicionais. A tecnologia Boost consiste numa entresola constituída por milhares de pequenas cápsulas especialmente fundidas, feitas para transmitir uma sensação de retorno da energia, sempre que colocamos no chão. E isso sente-se logo a partir da primeira passada. Mais importante ainda, esse material não perde o efeito de “mola” com o passar do tempo, nem com frio/calor extremos, não causando (ou atrasando) a sua deformação.

Corri muito pouco com esse primeiro modelo, mas fiz algumas boas corridas com outros modelos adidas com Boost. Foi inclusive com uns adidas adizero adios boost que fiz o meu melhor tempo numa corrida de São Silvestre: 34 minutos. Mas este é um sapato com um drop mais pequeno, mais baixo, logo mais estável e que transmite muito bem ao pé tudo o que se passa no chão. E eu costumo gostar deste tipo de sensação quando corro. Portanto, confesso que foi com algum cepticismo que este fim de semana experimentei os adidas Ultra Boost.

O teste aos Ultra Boost

Ontem de manhã queria ir até ao ginásio, portanto planeei fazer os cerca de 3 kms até lá a correr, treinar uns bons 45 minutos e voltar para casa a correr. Tudo com os adidas Ultra Boost calçados. No final fiz um total de quase 7 kms, a uma média de… 4’30/km!!! Hein?!?!

Não sendo uma distância nada de especial, dava perfeitamente para experimentar os sapatos. E, apesar de ter metido 45 minutos de treino de força no ginásio pelo meio, tirando os últimos 200 m de ciclovia até à porta de casa (que normalmente costumo fazer o mais rápido possível), o ritmo não foi feito nunca em esforço. Então como explicar a média final?

Aqui entre nós, pode ser que a sola dos Ultra Boost e as tais cápsulas de energia – que provocam o tal efeito tipo “mola” – tenham feito das suas. Mas elas não trabalham certamente sozinhas neste novo sapato de corrida da adidas. Senão vejamos.

Antes de mais, o aspeto destes Ultra Boost marca logo pela diferença em relação a uns sapatos de corrida convencionais. A enorme sola branca domina claramente toda a estética do sapato e este modelo tem mais 20% destas cápsulas de energia que os outros modelos no mercado. A biqueira “ultra” levantada do sapato também é uma característica marcante (e parece que ajuda na percepção do movimento de “queda para a frente”). Mas depois de um olhar mais demorado percebe-se que há outras novidades.

tenis-adidas-ultraboost-desedentarioamaratonista_meiaO corpo e estrutura do sapato aparenta uma textura e um formato diferentes do normal. O formato do sapato parece-se com uma meia e, não fosse ter atacadores e sola, poderia dizer que era mesmo isso. Esta “meia” chama-se Primeknit e é feita num material tricotado e sem costuras, cujo objetivo é dar mais conforto ao pé durante a corrida. E se dá conforto! Há até quem escreva que usa o sapato sem meias. Assim que calçamos o sapato, o pé fica como que envolvido numa malha, que o aperta e permite que este se mantenha sempre “colado” à sola, dando-lhe no entanto a liberdade de movimentos que ele precisa durante os movimentos que assume em corrida. No entanto, atenção a quem tenha pés mais largos, pois esta meia pode apertar o pé em demasia (embora nunca tanto como o TechFit dos Energy Boost), sendo aconselhável que escolham um número ligeiramente superior ao que costumam calçar. Como referência, passei do meu normal 45 1/3 da adidas para um 46.

tenis-adidas-ultraboost-desedentarioamaratonista_solaA sola tem um ar no mínimo original e é fabricada com a habitual borracha Continental ®, capaz de agarrar tudo aquilo em que pisa. Já tinha experimentado esta incrível aderência em estrada e mesmo em trail, com os adidas Supernova Riot 6, pelo que neste campo foi ao encontro das minhas expectativas. Ainda na sola, podemos ver o sistema Torsion System ao centro que dá suporte e faz com que a parte dianteira e traseira se movam de forma independente, adaptando-se melhor a qualquer superfície.

Mas e o Boost?… ou melhor, o Ultra Boost?

Claro que durante este teste, o grande desafio seria confirmar se efetivamente a tão badalada tecnologia (Ultra) Boost iria conseguir fazer algum efeito – positivo, claro – na corrida. E não é que parece ter conseguido? Acabei o final do primeiro troço de 15 minutos (aprox. 3,5 km) com uma média de 4’38”/km, meio espantado por a ter feito de forma tão tranquila. E claro que foi com alguma expectativa que iniciei os restantes 15 minutos até casa, depois do treino de força de 45 minutos. Mas a média manteve-se pelo mesmo, tendo acabado nos já referidos 4’30”/km. Vejam o teste na minha conta do Movescount.

Parece que alguns fatores conjugados conseguiram surpreender-me no ato de correr com estes adidas Ultra Boost. Um maior conforto para os pés, uma sola que se agarra a todas as superfícies e uma entresola com uma aposta na tecnologia (Ultra) Boost que parece cumprir o papel que lhe foi destinado, que é devolver parte da energia que o pé aplica no chão.

Finalizo estas primeiras impressões acrescentando ainda que, talvez o meu tipo de passada atual tenha ajudado a que me tivesse sentido tão bem com estes sapatos e, por isso, tenha sido capaz de aproveitar ao máximo a tecnologia do Ultra Boost. No último ano treinei muito uma passada do tipo “mid-foot strike” (que consiste em apoiar o pé no chão com o peito do pé e não com o calcanhar), por forma a maximizar a biomecânica natural do corpo e assim correr de forma mais eficiente. O drop (diferença de altura entre o calcanhar e os dedos dos pés) mais elevado deste sapato, face ao que estou habituado, e a sua biqueira muito levantada, pareceram potenciar o impulso natural do meu corpo para a frente, fazendo assim com que tivesse ganho uns cms em cada passada.

Haveria sem dúvida muito mais blá blá blá técnico para dizer sobre este sapato. Mas fico-me pela sensação que me deixou tê-lo experimentado no terreno, onde – afinal – eles vão ser usados.

Pareceu-me que talvez este seja um bom sapato de corrida para quem se está a iniciar e precisa de algum amortecimento extra. Ou então, será um modelo indicado para corredores mais experientes e que procuram um bom compromisso conforto/qualidade para corridas mais longas, como meias-maratonas e maratonas e que, conscientemente, consigam tirar partido do retorno de energia da tecnologia Ultra Boost.

ACESSÓRIOS PARA UMA BOA CORRIDA: CAMISA TÉRMICA

 

camisa térmica adidas

A camisa térmica é usada por muitos corredores, ciclistas e até jogadores de futebol. Mas aí você se pergunta, qual é a diferença dela para as outras? Se a pessoa gostar de conforto e  de manter o corpo aquecido, principalmente no frio, e, ao mesmo tempo, não sofrer tanto com o calor, essa é a opção certa.

A camisa térmica tem uma função diferente das camisas tradicionais: manter a temperatura do corpo. Ela pode ser usada por baixo de alguma outra blusa ou somente ela. Uma das principais vantagens dessa camisa é a absorção do suor. Talvez incomode a pessoa no início, mas acostuma-se com o uso frequente.

As camisas de uniforme da Endorfina possuem a tecnologia ClimaCool da Adidas e são próprias para a manutenção de temperatura corporal. Mas a Adidas disponibiliza, ainda, modelos ainda mais ajustados ao corpo, que merecem ser conferidos pelo corredor que não quer sucumbir à temperatura, seja ela qual for.

 

ACESSÓRIOS PARA UMA BOA CORRIDA: 4 SUPER APLICATIVOS DE CELULAR

Você precisa comprar um relógio com GPS para monitorar seus treinos, mas o bolso não deixa? O problema não é tão grande quanto parece. Possivelmente, como grande parte da população, você já tem um smartphone e pode baixar aplicativos de corrida simplesmente fantásticos, que medem seu ritmo, o tempo, contam suas voltas – e ainda tocam músicas!

Hoje, para que você não saia procurando a esmo nas lojas de app, indicamos quatro aplicativos bem bacanas, com dicas extraídas do site Divas que Correm. Vamos lá?

INSTANT HEART RATE

insant heart hate

Encontre a sua frequência cardíaca em 15 segundos, simplesmente colocando o seu dedo sobre a lente da câmera do celular. Por meio de mudanças suaves de coloração da pele, o app detecta os batimentos cardíacos e registra a informação. Você precisa somente informar se os batimentos foram registrados durante um descanso, ao acordar, durante ou após a atividade física.

Pontos negativos: O app é todo em inglês e é complicado medir os batimentos durante o treino (principalmente se você estiver suado e for colocar o dedo molhado na lente da câmera do celular). A medição também não é exata, mas pode ajudar como “quebra-galho” se a sua intenção é pelo menos ter uma noção do seu condicionamento.

É possível compartilhar o resultado nas redes sociais (twitter, facebook) ou mandar via Gmail.

RUN PACE CALCULATOR

run pace calculator
É uma calculadora que mede a velocidade (pace), calorias gastas, distância e até a sua colocação em uma prova internacional (o app traz as informações dos primeiros colocados na meia maratonas da Disney, maratonas como Berlim, Rio e Praga e até o Ironman). A distância pode ser medida em Km ou milhas.Ajuda a calcular o pace que vc deve fazer para bater o seu recorde.Pontos negativos:  As informações das provas estão um pouco desatualizadas, somente três meias maratonas estão cadastradas e o app é todo em inglês.Não é possível compartilhar nas mídias sociais.

RUN KEEPER GPS CORRER CAMINHAR

run keeper

Registra o seu pace, distância, percurso e tempo. Oferece recursos motivacionais, como avisos quando você bate um recorde, informações de treinamento conforme o objetivo e opções de compartilhamento com os amigos.

Permite compartilhar nas mídias sociais e criar perfil público.

Um dos melhores aplicativos que existem, bem intuitivo e disponível em diversos idiomas. Os pontos negativos ficam por conta dos “bugs” do sistema (comum em todos os aplicativos), que às vezes não registram o treino inteiro.

RUNTASTIC

runtastic

Registra todas as informações do treino (distância, pace, percurso e tempo) e ainda oferece planilhas de treinamento para quem quer perder peso, começar a correr, completar os primeiros 10km, fazer uma meia maratona e maratona (tanto para tempo como para completar pela primeira vez).

Os diferenciais ficam por conta do “Story Running” que são programas de treinamento em aúdio (em inglês), onde você recebe orientação e também motivação para treinar sozinho. São várias historinhas fictícias, desde a “sua jornada para perder peso” às “muralhas de alcatraz”, onde você entra na “viagem” de um atleta fictício do aplicativo para treinar.

Esses recursos são oferecidos à parte (US$ 0,99), assim como o treinamento intervalado. Os pontos negativos ficam por conta dos “bugs”do sistema no compartilhamento nas mídias sociais.

É o app mais completo para quem treina sozinho.

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