Délio Pinheiro: Uma marca apenas?

Uma marca apenas?

foto-maratona-delioQual o limite suportado pelo ser humano quando o assunto é maratona? Em seu livro “Correr”, Dráuzio Varella relativiza o feito do guerreiro grego que, após percorrer os tais 42 quilômetros para anunciar que os atenienses haviam derrotado os persas, morreu de exaustão. Ele teria completado a “prova” em seis horas, partindo da cidade de Maratona, na Grécia. Tempo bem chinfrim, diga-se de passagem. Nos dias atuais, o grego poderia mesmo ser limado do resultado final, como acontece nas provas mais duras dessa modalidade, que estipulam tempo de corte para os participantes.

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Délio Pinheiro – Contando ninguém acredita

Contando ninguém acredita

délioTodo corredor tem boas histórias para contar. E eu sou um desses. E se, por um lado, ainda não tenho recordações de grandes maratonas disputadas, ou corridas ao redor do mundo, posso considerar-me um sortudo por experimentar boas experiências nas corridas de que participo na cidade onde moro.
Uma delas aconteceu na tradicional corrida de Santos Reis, onde um morador do bairro, de maneira sincera, tentava avisar todos que vinham nos pelotões intermediários que não adiantava mais correr: “Meu menino me ligou da praça da igreja e o moço do Cruzeiro já ganhou. Pode parar. Não adianta mais não. Não cansa à toa não”. Sua convicção era tocante, mas ele não entendeu o que nos motiva quando saímos correndo por aí.

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Délio Pinheiro: Ensinamentos de pai para filho

Ensinamentos de pai para filho

shutterstock_390355114Talvez eu seja o mais babão dos corredores, mas não me importo nenhum pouco com isso. Aliás, sentirei muito orgulho quando meus filhos, no futuro, entenderem que eu procurava sempre estimulá-los no universo maravilhoso das provas de rua. E esse texto é uma continuação do anterior, que fiz aqui para o blog da Endorfina. Atividade intelectual que me deixa muito orgulhoso e que pretendo exercitar bastante neste ano.
A última crônica que escrevi sobre o relacionamento com meu filho Gabriel teve ótima repercussão e resolvi voltar ao assunto, dessa vez para abordar um momento pai e filho bem revelador.

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Délio Pinheiro: Muito além da vontade de comer

Muito além da vontade de comer

muit-alem-da-vontade-de-comerEntre as coisas de que mais gosto na vida estão as viagens, a família e as corridas, claro. E no quesito exercícios físicos, sinto que tenho conseguido inspirar meus filhos, e até mesmo minha esposa, acerca das vantagens de sair correndo por aí pelo menos três vezes por semana. Camila já corre cinco quilômetros e acumula duas medalhas em provas desta distância e meus filhos estão devidamente “contaminados” pelo vírus do bem-estar e dos exercícios físicos. Mas tem uma coisa que é um drama para mim, e que certamente é para outros pais: impor uma boa alimentação para os pequenos.

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Délio Pinheiro: Quando é necessário dar um tempo

Quando é necessário dar um tempo

maratona-de-bostonUma fisgada na coxa, um desconforto no joelho ou mesmo um resfriado forte são motivos suficientes para afastar qualquer atleta de suas atividades. Mas diferentemente dos profissionais, que contam com equipes médicas sempre ao alcance das mãos ou, neste caso mais especificamente das pernas, nós amadores penamos com as consequências de um afastamento dos treinos.

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Délio Pinheiro: O mundo anda tão complicado?

O mundo anda tão complicado?

delio-filhoCostumo cantar para os meus filhos. Principalmente à noite depois de ler-lhes uma história e eles ainda insistirem em permanecer acordados no quarto, imersos numa quase penumbra. Confesso que não conheço muitas músicas infantis, e por isso sempre lanço mão de alguns sucessos que sei de cor. Um deles é a linda “Pais e filhos” da Legião Urbana, um dos hinos da minha adolescência. Trata-se de uma música que, mesmo que eu esteja fazendo outra atividade, ainda conheço a letra e não perco a melodia. E isso traz uma série de vantagens na hora de colocar criança para dormir. E é bonitinho porque até mesmo o menor, Felipe, de dois anos, já sabe cantarolar os versos de Renato Russo.

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Délio Pinheiro: Por que você não corre?

Por que você não corre?

corrida-2Não foi uma nem duas vezes. Na verdade devo ter ouvido pelo menos umas vinte perguntas do tipo: “Por que você corre?” Além desta pergunta, que costuma ser a mais corriqueira, tem também as mais específicas, que são:

“Como assim acordar cinco da manhã para correr?”

“Você vai mesmo correr num sábado à noite?”

Esta última pergunta costuma ser completada com uma afirmação: “Pode ir correr, enquanto eu fico aqui com minha cervejinha e meu churrasco”. Já a primeira costuma ser respondida com um muxoxo desatento e uma virada rápida para o outro lado da cama.

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Délio Pinheiro: O tempo tem respostas a dar?

O tempo tem respostas a dar?

garrincha“Nem tudo que é torto é errado. Veja as pernas de Garrincha, veja as árvores do Cerrado”. Por um instante pensei na frase que li um dia desses na internet e pensei como seria bacana estampá-la numa camiseta branca e sair por aí exercitando a secular arte de chutar tampinhas.

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Délio Pinheiro: Brasil, país do atletismo?

Brasil, país do atletismo?

Bolt

Eu rabisco essa crônica durante as Olimpíadas do Rio, e posso dizer que ainda estou sob o impacto de tudo que vi, e admirei, até aqui. Nestes dias acontecem as provas do esporte mais aguardado, que é o atletismo, e também nos vemos mesmerizados pela presença do jamaicano Usain Bolt. A opinião quanto ao esporte mais esperado é de ordem pessoal, mas a escolha do Bolt como o grande protagonista dos jogos não. O cara é lendário, e traz consigo uma fama descomunal, que ele cultiva como poucos. O que em outros atletas poderia soar como egocentrismo, no caso dele se transforma em puro charme, do tipo que encanta crianças de todas as idades. Meu filho Gabriel ama o homem raio.

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Délio Pinheiro: Os benefícios da musculação

Os benefícios da musculação

Delio-Pinheiro-endorfina2Nunca fui fã de academias, devo admitir. E por essa razão minhas idas nesse tipo de lugar sempre foram sazonais. Lembro de ter recorrido a elas em momentos distintos de minha vida, desde a adolescência, mas nunca cultivei uma relação permanente com as puxadas de ferro. Quando descobri a corrida cheguei a dizer a muitas pessoas que, provavelmente, eu nunca mais faria academia. Principalmente não pretendia mais encarar a monótona esteira ergométrica, doravante banida para sempre de minha vida. Read More

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